terça-feira, 29 de abril de 2014

[Do Abismo]

Eu fiz as anotações de nós dois no meu endereço de e-mail. 

Poderia ter escrito no meu diário - o diário que mantenho trancado dentro de um armário também trancado -, mas aí as anotações de nós dois se misturariam às anotações minha e dele. Eu não queria que nossa história se misturasse a uma outra história. Poderia ter escrito post atrás de post e publicado onde você não leria nunca, mas também não queria, não achava justo que outras pessoas lessem a sua história comigo quando nem mesmo você poderia encontrá-la para ler, entre um show e outro. Poderia não ter escrito a nossa história e deixado os detalhes das lembranças se perderem com o tempo, se esvaírem da minha memória e, quando sentisse falta de alguma coisa, bastaria te ligar e perguntar qualquer coisa como "lembra daquela vez? fui eu quem sugeriu o suco ao invés do café?". Eu não sei se sua memória é confiável, por isso tinha que escrever.

As anotações foram parar no meu endereço de e-mail para que, no fundo, eu possa te enviar pedaços de nós dois quando tiver vontade, quando você nem estiver esperando, quando eu quiser te fazer reviver aquelas sensações que várias vezes sentiu. 

Ou somente para nos lembrar que fui eu quem sugeriu o suco naquela noite em que precisei segurar meu vestido porque estava ventando demais, mas foi você quem se aproximou, segurou minha mão e nos jogou no abismo do qual até hoje estamos tentanto escapar...

terça-feira, 1 de abril de 2014

[Amém, Irmã]

#Escorpião: Suas emoções começam a reencontrar certo equilíbrio e a forte necessidade de mudança. NÃO CORRESPONDA A NADA QUE FOR DO PASSADO.

[Se a Irmã Zuleide disse, quem sou eu para discordar, né?]

[Regresso]

Aquela agonia, sabe?

De poder ser eu mesma e, ao mesmo tempo, não poder, porque o amigo-da-prima-da-vizinha-do-meu-ex-professor-que-é-amigo-da-tia-de-uma-subordinada-que-eu-acabei-aceitando estão lá, todos lá, todos assim, meio embasbacados e pronto, eu me descabelo porque quero ser eu mesma, mas de um jeito anônimo.

Foi quando lembrei disso aqui, tirei a poeira, troquei as coisas de lugar e aquela agonia, sabe?

Ufa. Passou.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

[Da Internet]

Essa internet é uma coisa muito intrigante.

Desde que criei, há um ano, um perfil na badalada rede social onde não faço outra coisa a não ser eu mesma, as pessoas listadas como "Amigos" - parentes, colegas de trabalho, ex-professores, colegas da época da escola e da faculdade, ou seja, pessoas do meu mundo "real" - de vez em quando se surpreendem com o que escrevo. É óbvio que me espalho em linhas e entrelinhas por lá também. Tomo um certo cuidado para não CHOCAR mas, sim, sou eu mesma, no que escrevo e no que insinuo. Acho que não sabiam o tamanho do meu amor pelas palavras e qualquer coisa que eu publique vira um acontecimento. É um pouco da [P] que vai comigo para onde vou, mesmo que eu queira deixá-la aqui, quietinha, no seu canto.

Em contrapartida, desde que entrei no mundo dos blogs, tive vontade de conhecer muitas pessoas pessoalmente. Com uma dessas pessoas - dono de uma escrita poderosa que eu acompanhava em seus dois blogs - cheguei até a conversar pela internet. Há meses comecei a seguir uma página na badalada rede social e qual não foi minha surpresa ao constatar que o dono da página é o mesmo dono da tal escrita poderosa de tempos atrás. Sua página virou livro. Ele virou alguém de carne e osso. Eu saí da internet. Virei eu mesma e nos encontramos na sua noite de autógrafos.

[Essa internet é uma coisa muito, muito intrigante. Por mais que eu queira me desapegar, vai ter sempre algo me mostrando que, olha, [P], coisas maravilhosas podem até acontecer, a partir daqui...]

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

[A Buzina]

Quando eu estava prestes a entrar no carro, ele passou e buzinou. Não entendi nada. Quando parei no mesmo sinal em que ele já estava parado, ele buzinou. Olhei. Achei que, sei lá, eu pudesse ter esquecido minha porta aberta. A porta estava fechada e então comecei a entender. Novamente tivemos que parar em outro sinal, lado a lado. Ele buzinou. Entendi perfeitamente. Eu tinha que entrar numa rua, dei seta e ele, que estava na minha frente, foi para o lado e buzinou, fazendo sinal com a mão para que eu passasse. Parei no último sinal e ele ia seguir em frente. Seguiu mas, ao passar por mim, buzinou pela última vez. 

Podemos concluir, após tanto barulho de buzina que a) existe todo um código de flerte baseado no efeito sonoro da buzina dos carros; b) eu aprendo as coisas muito depressa; c) eu aprendo de tudo um pouco muito depressa e isso inclui entender significados de buzinas e d) como tenho que fazer aquele trajeto, àquela hora - e ele, pelo visto, também - quase todos os dias da semana, certamente virarei PhD em decifrar o que cada buzina quer dizer. 

[O que vou fazer com isso na minha vida é um grande mistério ainda não desvendado]

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

[...]






[Não preciso escrever mais nada. É muita bomba, é muito gás, é muita violência, é muita covardia. É isso]

terça-feira, 24 de setembro de 2013

[A Mais]

Essa minha vida de grevista já me rendeu uns empurrões, umas discussões, uma aparição na televisão - aposto que você não viu! - e DOIS QUILOS a mais.

Segundo minha professora de Pilates, os tais DOIS QUILOS correspondem a um ganho de massa muscular - que ela faz questão, inclusive, de mostrar onde está situada -, e não a gorduras localizadas [ou perdidas] no meu corpo.

[Só vendo para crer, irmãos!]