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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

[15/10]

Sintomático eu vir aqui no dia de hoje, meu dia, para  contar que, olha, se eu sumir outra vez, do nada, é porque eu posso ter sumido, literalmente. Não terá sido falta de tempo (como, de fato, vem sendo), não terá sido esquecimento (sim, eu até esqueço que ainda tenho um blog). Eu poderei, de fato, não estar existindo mais.

Tá?

"Acidentes acontecem", foi a ameaça que recebi, por escrito. 

Sombrios. Tempos muito sombrios... Eu vou cair rapidinho, sofrer umas torturas pesadas e ~desaparecer~, já estou até vendo.

Já pensou?

Portanto, se você apoia quem defende a tortura e a matança indiscriminada, se você bate palmas pro preconceito, pro machismo, pra misoginia, se você matou suas aulas de História sobre Nazismo e Ditadura Militar, dê meia volta, ok?

Não diga que eu não avisei.

terça-feira, 29 de abril de 2014

[Do Abismo]

Eu fiz as anotações de nós dois no meu endereço de e-mail. 

Poderia ter escrito no meu diário - o diário que mantenho trancado dentro de um armário também trancado -, mas aí as anotações de nós dois se misturariam às anotações minha e dele. Eu não queria que nossa história se misturasse a uma outra história. Poderia ter escrito post atrás de post e publicado onde você não leria nunca, mas também não queria, não achava justo que outras pessoas lessem a sua história comigo quando nem mesmo você poderia encontrá-la para ler, entre um show e outro. Poderia não ter escrito a nossa história e deixado os detalhes das lembranças se perderem com o tempo, se esvaírem da minha memória e, quando sentisse falta de alguma coisa, bastaria te ligar e perguntar qualquer coisa como "lembra daquela vez? fui eu quem sugeriu o suco ao invés do café?". Eu não sei se sua memória é confiável, por isso tinha que escrever.

As anotações foram parar no meu endereço de e-mail para que, no fundo, eu possa te enviar pedaços de nós dois quando tiver vontade, quando você nem estiver esperando, quando eu quiser te fazer reviver aquelas sensações que várias vezes sentiu. 

Ou somente para nos lembrar que fui eu quem sugeriu o suco naquela noite em que precisei segurar meu vestido porque estava ventando demais, mas foi você quem se aproximou, segurou minha mão e nos jogou no abismo do qual até hoje estamos tentanto escapar...

terça-feira, 1 de abril de 2014

[Amém, Irmã]

#Escorpião: Suas emoções começam a reencontrar certo equilíbrio e a forte necessidade de mudança. NÃO CORRESPONDA A NADA QUE FOR DO PASSADO.

[Se a Irmã Zuleide disse, quem sou eu para discordar, né?]

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

[Da Internet]

Essa internet é uma coisa muito intrigante.

Desde que criei, há um ano, um perfil na badalada rede social onde não faço outra coisa a não ser eu mesma, as pessoas listadas como "Amigos" - parentes, colegas de trabalho, ex-professores, colegas da época da escola e da faculdade, ou seja, pessoas do meu mundo "real" - de vez em quando se surpreendem com o que escrevo. É óbvio que me espalho em linhas e entrelinhas por lá também. Tomo um certo cuidado para não CHOCAR mas, sim, sou eu mesma, no que escrevo e no que insinuo. Acho que não sabiam o tamanho do meu amor pelas palavras e qualquer coisa que eu publique vira um acontecimento. É um pouco da [P] que vai comigo para onde vou, mesmo que eu queira deixá-la aqui, quietinha, no seu canto.

Em contrapartida, desde que entrei no mundo dos blogs, tive vontade de conhecer muitas pessoas pessoalmente. Com uma dessas pessoas - dono de uma escrita poderosa que eu acompanhava em seus dois blogs - cheguei até a conversar pela internet. Há meses comecei a seguir uma página na badalada rede social e qual não foi minha surpresa ao constatar que o dono da página é o mesmo dono da tal escrita poderosa de tempos atrás. Sua página virou livro. Ele virou alguém de carne e osso. Eu saí da internet. Virei eu mesma e nos encontramos na sua noite de autógrafos.

[Essa internet é uma coisa muito, muito intrigante. Por mais que eu queira me desapegar, vai ter sempre algo me mostrando que, olha, [P], coisas maravilhosas podem até acontecer, a partir daqui...]

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

[Lembrete]

Só para lembrar:


Tá?

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

[Da Insistência]

Eu tinha que levar uns livros para o carro. O estacionamento fica a uma distância considerável do prédio onde trabalho - distância esta que parece muito maior quando se está carregando duas coleções de livros que precisam ser avaliados o mais rápido possível.

[Um beijo, editoras do meu Brasil que nos enviam exemplares enlouquecidamente, numa disputa que, evidentemente, seria mais facilmente resolvida se nos enviassem passagens para Paris como brinde linda de se ver]

Eu tinha levado um casaco, que havia ficado dentro do meu armário. No meio do caminho comecei a sentir frio e me encolhi como pude, de um jeito assim bem meigo - um jeito de quem está com frio e precisa andar com oito livros até o distante estacionamento do trabalho.

Ao me ver em apuros, ele apressou o passo na minha direção, tirou o casaco, colocou-o sobre meus ombros e pegou as coleções, levando o peso até o carro, para mim.

Poderia ter sido um colega de trabalho, mas era um menino com quem trabalhei em 2009, que agora está muito mais alto do que eu, ostenta uma barba, um outro tom de voz e que, no entanto, cultiva a mesma educação de outros tempos.

[Dá gosto de ver meninos virando HOMENS, de verdade. É por esses meninos - e meninas igualmente promissoras - que eu insisto. Deve haver uma luz no fim do túnel ainda...]

domingo, 28 de julho de 2013

[Descanso]


[Aleijadinho, frio, pão de queijo, descanso e saudade...]



terça-feira, 16 de julho de 2013

[Três]

Três anos.

E eu lembro das palavras ditas, do que não foi dito, do que estava óbvio, do que eu não estava percebendo, dos sons, do silêncio e do que virou inesquecível.

Para não entoar o mantra das lembranças infinitamente, estou me ocupando com Virginia Woolf e Candy Crush Saga. 

[Todo um esforço psicológico em prol das prioridades...]

sexta-feira, 5 de julho de 2013

[Bondade]

Consigo lidar muito melhor agora com qualquer espécie de ser humano e suas atitudes inesperadas do que quando acreditava que uma pessoa poderia ser, de fato, boa. Abro mão da falsidade velada que oculta sabe-se lá qual intenção.

Prefiro a bondade nua, crua e direta dos instintos.

sábado, 22 de junho de 2013

[Offline]

[P] saiu do blog e foi para as ruas.

;)

domingo, 19 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

[Também Te Adoro]

Três dias depois de ter sido chamada de chata:


Minha vontade no momento é olhar bem nos olhos da pessoa que me escreveu isso - esta pessoa que, provavelmente, não me acha uma chata e que é, de fato, um ser humano incrivelmente adorável - e dizer "vem cá, preciso de um abracinho", porque, olha, não está fácil...

domingo, 3 de março de 2013

["Just The Memory Of Your Face"]

Para quando você vier aqui no blog outra vez:

"You're the only one who really knew me at all"

 [Porque eu posso escolher não contar e, ainda assim, te contar algumas coisas, no meio das minhas entrelinhas]

sábado, 2 de março de 2013

[Confidente]

Além daquilo que aprendi com o livro - não nomear, para que a coisa não morra -, minha experiência recente me fez acrescentar o "não contar", para que a coisa não desande.

Então, agora sou uma pessoa com algumas coisas para contar e que, no entanto, não vai abrir a boca e nem esparramar os dedos. Vou testar minha versão zen, paciente e equilibrada. Ela está aqui, dentro de mim, em algum canto, tá?

[Bom, eu comprei um daqueles potes sensacionais de sorvete - do meu favorito, duvido que se lembre qual é o  sabor - e talvez, para ele, eu conte. Só para ele]

sábado, 23 de fevereiro de 2013

[Matei]


Só agora entendi o porquê de ter passado, há três meses, por um almoço no restaurante charmoso do Centro da cidade, por um entrelaçar de mãos na avenida movimentada, por tantas mensagens e tantos telefonemas, pelas poucas horas de sono, por toda aquela insistência, pelas risadas, pela sensação de aconchego no pescoço perfumado, por um estraçalhar de expectativas e por um temporal que me deixou parada no meio da Ponte.

Não havia como entender antes, mas hoje eu sei o porquê de tudo aquilo.

Prestou atenção, Murphy? Perdeu a graça.

Estou ligada. Estou esperta. Estou tão atenta que percebi - em três semanas - que precisei partir meu coração antes para que, hoje, não me deixasse despedaçar por qualquer coisa, pelo que não valeria a pena.

Sou muito boa, quando ensino. Sou excelente, quando tenho que aprender.

[Um beijo, Murphy, seu cretino]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

[Anestesia]

Do tamanho da metade da sua.

Estou anestesiada - ela pensou. Era isso, estava anestesiada. Procurava, em vão, delimitar o curto espaço de tempo em que sentiu sua pele ser tocada pela agulha fina das palavras soltas que, de tão soltas, se perderam no meio das suas pernas, causando aqueles espamos incontroláveis que só a leveza das palavras soltas poderia causar. Daqui a pouco isso passa - ela acreditou. Era isso, algo passageiro. Tentava, ainda em vão, dar nome ao que acontecia naqueles dias nublados. É do tipo que gosta de nomear sensações, ainda que daqui a pouco passem e não sejam mais do que farelos perdidos no seu vestido de sentimentos, já tão remendado, já tão cheio de buracos. Não quero estar aqui quando o efeito da anestesia passar - ela, por fim, decidiu. Era isso, precisava correr. Buscava, de novo em vão, mover suas mãos, mover suas pernas e controlar suas contrações e a penugem da sua pele, aquelas coisas que denunciavam que, embora não pudesse se mover, ainda conseguia sentir. Atrasava seu relógio porque achava que atrasando suas horas estariam em descompasso e, assim, se perderiam para sempre nas linhas tortas do tempo, no meio das palavras que nem chegaram a ser ditas naqueles dias nublados. Estou condenada - ela concluiu. Talvez não devesse fugir, era isso. E não tinha chegado àquela conclusão pelas fisgadas que a agulha fina das palavras soltas continuavam a lhe provocar, nem pensou assim porque tinha medo de ser passageira quando, no fundo, queria cravar as unhas nas costas desenhadas, espalhando suas digitais e o seu perfume e os seus sussurros por toda a eternidade cabível no curto espaço entre os dois corpos suados, nem tampouco percebeu que estava condenada por não conseguir se desvencilhar da imobilidade que um simples par de olhos, tendo todos os relógios do mundo como cúmplices, lhe impunha. Condenou-se quando, teimosamente, se dispôs a ler o que haviam escrito. Seus olhos passearam pelas palavras que diziam que, se sua saudade fosse do tamanho da metade da que sentiam, era porque tinham que se ver. Do tamanho da metade da sua - ela respondeu. É isso, pensou. São, juntos, de um tamanho que se encaixa perfeitamente no vão do precipício no qual estão prestes a pular, ele na frente, segurando-a pela mão e dizendo as coisas no plural, para evitar que ela se condene mais ainda, falando sinuosamente o que ele pode muito bem dizer em linhas retas. Do tamanho da metade da dele. E ela nem sabia que, sendo uma metade, sentiria aquilo tudo, por inteiro. Deve ser assim, quando se está anestesiada.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

[As Paradas]

Minha primeira parada foi em São Paulo - mais por desencargo de consciência e uma necessidade extrema de descansar do que por qualquer outro motivo. São Paulo, por que as pessoas andam sempre tão apressadas? Por que tanta correria nos metrôs? Para que tantos carros na Paulista em pleno domingo? Você não relaxa nem por um instante, São Paulo? Como é não ter para onde correr? Por que tão cinza, São Paulo?


Depois, me deparei com Irmã Jaqueline, já em Joinville. A ideia era passar direto por Irmã Jaqueline mas, né?, uma Régis Bittencourt problemática, um caminhão atravessado na pista e muito engarrafamento depois, era inviável ignorar Joinville, Irmã Jaqueline e seu amplo currículo.


Os últimos destinos. As cores de Florianópolis: preste atenção no colorido e na leveza, São Paulo.


Conheci ilhas, andei num barco pirata, paramos em alto mar para mergulhar - ô, beleza, curto ~muito~ ficar parada no meio do nada, só porque tem sempre uma galera que adora saltar na água cristalina - e bati altos papos com o Capitão. 


O Capitão. Aquele, com quem bati altos papos. O Gancho. Basicamente, terminei me jogando aos seus pés.












Como não me faria mal nenhum adicionar mais algumas quilometragens no meu mapa de viagens terrestres, estiquei a estadia só para conhecer um pedaço do Paraíso chamado "Guarda do Embaú". Se não conhece, anote no caderninho da sua vida com o título "viagem que vale a pena ser feita ainda nesta encarnação", colega. A praia é qualquer coisa de fantástica e chega-se até ela atravessando o Rio da Madre - a pé, porque adoro uma aventura, no fim das contas.


Por fim, Garopaba, minha última parada. Vasculhei a cidade tentando identificar os lugares que havia lido. Daniel Galera me levou a Garopaba e me fez conhecer a Praia do Rosa, Silveira, Ferrugem, me fez procurar qual seria a casa de frente para o mar e onde estaria o esconderijo do Gaudério. Um beijo para o Galera. Conhecer Garopaba foi foda.


[São Paulo-Joinville- Florianópolis-
Guarda do Embaú & Garopaba/Janeiro de 2013]

domingo, 30 de dezembro de 2012

[2013]

"Vou embora agora. Fica tranquilo. Aconteceu como tu tinha previsto, não aconteceu? 
Mas vai ser mais rápido do que tu tinha imaginado. Já acabou." 
[Barba Ensopada de Sangue - Daniel Galera]

Sabe, 2012, eu achei que não ia conseguir lidar com um ano de apenas dois meses. Quando você chegou, avassalador, jogando no meu colo o dobro de responsabilidades profissionais e um sem número - sério, perdi a conta, 2012! - de espécies da raça masculina para lidar, pensei em jogar tudo para o alto e sair correndo. Dois meses eram insuficientes para peneirar as qualidades, sentir os perfumes e decidir o que fazer mas, como sabia que era o que esperava de mim - a desistência, né, 2012? -, fiz o que só eu mesma poderia fazer: peguei todos - os problemas profissionais, claro! - para mim, só para esfregar no seu calendário o quanto sou capaz de ocupar um cargo de chefia sendo a chefe mais enjoada e, no entanto, a mais obedecida de todos os tempos. Veja bem, 2012, foi ótimo que você tenha existido por apenas dois meses. Não sei o que aconteceu antes desse tempo, porque tudo se perdeu quando eu escolhi. Escolhi viver o seu tempo da forma mais intensa que poderia viver. Eu menti, 2012, quando disse que me arrependi. Serviu para que eu aprendesse a desacelerar, a esperar, a respirar e, por isso, não posso estar arrependida. Dois meses de aprendizado, 2012. Estou tão pronta para o ano que está batendo ali na minha porta - e ele bate tão apressadamente, 2012, que vou ter que dar algumas lições de como desacelerar o ritmo, acredita? - que arrisco a dizer, com a minha mais solene arrogância, que não vou errar outra vez. É uma segurança que vem não sei de onde, mas que está aqui, pulsante como as ideias que guardo em rascunhos para virarem textos depois. Um intensivo de um ano em dois meses, eis o que você foi para mim, 2012. Sensações tatuadas para sempre na minha alma.

Sabe, 2012, eu achei que não ia conseguir lidar com um ano de apenas dois meses, mas você foi muito bem vivido, seu danadinho. Só que, olha, foi mais rápido do que eu tinha imaginado. Vai, 2012, você "já acabou".


sábado, 24 de novembro de 2012

["Me Reconheça"]

eletemvozdehomem.com.br

Como se não bastasse o resto, a voz é de homem, entende?

E, quando falo "voz de homem", meu parâmetro é este aqui:


 "Amor, meu grande amor
Me chegue assim, bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir o que não sente"

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

[Privado]

Então fica combinado assim: é proibido me ligar de um celular cujo número é privado...

[Ainda mais se eu estiver dirigindo num trânsito caótico e sem poder atender, porque tem gente que já está indo aproveitar o feriado e, droga, olha essa gente que parece não trabalhar me atrasando a vida!]

... enquanto eu estiver esperando que determinada pessoa dê sinal de vida, de fumaça, de coerência, de maturidade, de consideração e de que possui qualquer coisa de grande valor não só no meio das pernas, mas também no cérebro e no lado esquerdo do peito.

Eis meu mais novo decreto particular: se vai me ligar, que não seja de um celular com número privado.

[Essa coisa desgraçada que me impede de retornar e matar minha curiosidade]