terça-feira, 24 de setembro de 2013

[A Mais]

Essa minha vida de grevista já me rendeu uns empurrões, umas discussões, uma aparição na televisão - aposto que você não viu! - e DOIS QUILOS a mais.

Segundo minha professora de Pilates, os tais DOIS QUILOS correspondem a um ganho de massa muscular - que ela faz questão, inclusive, de mostrar onde está situada -, e não a gorduras localizadas [ou perdidas] no meu corpo.

[Só vendo para crer, irmãos!]

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

[Infernizar]

Estou lá, discordando do andamento das coisas, me posicionando enquanto o bando de colegas lesados permanece num silêncio constrangedor, explicando o porquê das minhas divergências e à espera de um puxão de orelha do meu chefe. Estou nessa há dias.

E o que recebo? Hein? Um e-mail do chefe, no qual ele diz que, de certa forma, mereço parabéns e que "infernizo" - assim, com aspas e tudo, como se eu não pudesse entender o sentido figurado - mas, mesmo assim, ele gosta do meu jeito.

[Não é por nada não, chefe, mas... eu também... eu também]

;)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

[Lembrete]

Só para lembrar:


Tá?

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

[Da Insistência]

Eu tinha que levar uns livros para o carro. O estacionamento fica a uma distância considerável do prédio onde trabalho - distância esta que parece muito maior quando se está carregando duas coleções de livros que precisam ser avaliados o mais rápido possível.

[Um beijo, editoras do meu Brasil que nos enviam exemplares enlouquecidamente, numa disputa que, evidentemente, seria mais facilmente resolvida se nos enviassem passagens para Paris como brinde linda de se ver]

Eu tinha levado um casaco, que havia ficado dentro do meu armário. No meio do caminho comecei a sentir frio e me encolhi como pude, de um jeito assim bem meigo - um jeito de quem está com frio e precisa andar com oito livros até o distante estacionamento do trabalho.

Ao me ver em apuros, ele apressou o passo na minha direção, tirou o casaco, colocou-o sobre meus ombros e pegou as coleções, levando o peso até o carro, para mim.

Poderia ter sido um colega de trabalho, mas era um menino com quem trabalhei em 2009, que agora está muito mais alto do que eu, ostenta uma barba, um outro tom de voz e que, no entanto, cultiva a mesma educação de outros tempos.

[Dá gosto de ver meninos virando HOMENS, de verdade. É por esses meninos - e meninas igualmente promissoras - que eu insisto. Deve haver uma luz no fim do túnel ainda...]

domingo, 28 de julho de 2013

[Descanso]


[Aleijadinho, frio, pão de queijo, descanso e saudade...]



terça-feira, 16 de julho de 2013

[Três]

Três anos.

E eu lembro das palavras ditas, do que não foi dito, do que estava óbvio, do que eu não estava percebendo, dos sons, do silêncio e do que virou inesquecível.

Para não entoar o mantra das lembranças infinitamente, estou me ocupando com Virginia Woolf e Candy Crush Saga. 

[Todo um esforço psicológico em prol das prioridades...]

quarta-feira, 10 de julho de 2013

[Descoberta]

Descobri o meu problema!

*pausa estratégica para a necessária preparação psicológica que antecede qualquer revelação bombástica*




















É o seguinte: segundo uma de minhas melhores amigas, o meu problema fundamental, o crucial, o que me faz ser do jeito que eu sou - seja lá o que isto signifique para ela - é que não tenho bunda.

Veja bem: às vezes eu não tenho dinheiro; nunca tenho controle sobre minhas crises intempestivas; juízo também não trabalhamos; freio na língua - e o do meu carro - eu nem sei do que se trata... de modo que não tenho um monte de coisas que, aparentemente, deveria ter pelo menos um pouquinho que fosse, MAS o meu problema maior é que não tenho bunda para mostrar, de acordo com a observação dela.

[Acabei de destruir toda e qualquer construção imaginária positiva sobre a minha pessoa, eu sei]

No meio de mais uma conversa da infinita série "por que não enxergam o meu valor?", Amiga vociferou sobre esta mania que eu tenho "de ser inteligente, de usar o cérebro e de ser exigente, quando o que conta mesmo é uma bunda de respeito". Terminou seu monólogo - eu fiquei quietinha, tentando tirar alguma lição sadia daqueles pensamentos - afirmando que meu problema é que desejo um milagre, quando o ideal seria usar mais a minha bunda. A frase de efeito apareceu na forma de uma enigmática provocação, quando ela soltou algo como "mas é uma merda mesmo; deus, às vezes, até dá nozes a quem tem dentes, mas tem preguiça de mastigar..."

[Profundo, hein? Eu achei super profundo, não consigo achar nada menos do que isso. Bem. Talvez profundo e totalmente sem sentido. Enfim]

Estou processando estas informações ainda. Com muita calma, a coisa é lenta mesmo. Não é fácil, para mim, fazer um exercício mental de causa e efeito que envolva bunda-mastigar-nozes-dentes-preguiça e não neurônios-conversas-inteligência-olhares-sorrisos.

[Alguma coisa me diz, porém, que venho fazendo tudo muito errado nos últimos tempos...]