segunda-feira, 4 de junho de 2018

[Estranho]

"Eu acho que você é o perfil de mulher dele, sabe? O tipo que o atrai. Você entra na sala e ele não tira os olhos, fica arrumando pretexto pra falar com você, é muito estranho!"

Também acho, também acho. Acho extremamente estranho que eu consiga atrair um velho nojento com quase o dobro da minha idade que só vomita asneiras e com quem mal troco um cumprimento. Muito, muito estranho que eu, toda trabalhada no formol, atraia quem está parecendo ser meu avô. 

Palmas pra mim. Né?

terça-feira, 27 de março de 2018

[Vivíssima]

Quem é viva sempre aparece - nem que seja para dizer que deve ficar uns tempos desaparecida porque 24h não estão sendo suficientes para dar conta dos seus dias.

Nem que seja para falar com as paredes...

sábado, 7 de fevereiro de 2015

["Sorry"]

Não que eu vá desculpar nem nada - provavelmente não vou mesmo -, mas acho que um pedido de desculpas masculino deve ser, no mínimo, assim: todo trabalhado na testosterona.


[E voltar aqui de repente, sem maiores explicações, falando sobre pedido de desculpas masculino, deve dizer muita coisa sobre a minha pessoa...]

terça-feira, 29 de abril de 2014

[Do Abismo]

Eu fiz as anotações de nós dois no meu endereço de e-mail. 

Poderia ter escrito no meu diário - o diário que mantenho trancado dentro de um armário também trancado -, mas aí as anotações de nós dois se misturariam às anotações minha e dele. Eu não queria que nossa história se misturasse a uma outra história. Poderia ter escrito post atrás de post e publicado onde você não leria nunca, mas também não queria, não achava justo que outras pessoas lessem a sua história comigo quando nem mesmo você poderia encontrá-la para ler, entre um show e outro. Poderia não ter escrito a nossa história e deixado os detalhes das lembranças se perderem com o tempo, se esvaírem da minha memória e, quando sentisse falta de alguma coisa, bastaria te ligar e perguntar qualquer coisa como "lembra daquela vez? fui eu quem sugeriu o suco ao invés do café?". Eu não sei se sua memória é confiável, por isso tinha que escrever.

As anotações foram parar no meu endereço de e-mail para que, no fundo, eu possa te enviar pedaços de nós dois quando tiver vontade, quando você nem estiver esperando, quando eu quiser te fazer reviver aquelas sensações que várias vezes sentiu. 

Ou somente para nos lembrar que fui eu quem sugeriu o suco naquela noite em que precisei segurar meu vestido porque estava ventando demais, mas foi você quem se aproximou, segurou minha mão e nos jogou no abismo do qual até hoje estamos tentanto escapar...

terça-feira, 1 de abril de 2014

[Amém, Irmã]

#Escorpião: Suas emoções começam a reencontrar certo equilíbrio e a forte necessidade de mudança. NÃO CORRESPONDA A NADA QUE FOR DO PASSADO.

[Se a Irmã Zuleide disse, quem sou eu para discordar, né?]

[Regresso]

Aquela agonia, sabe?

De poder ser eu mesma e, ao mesmo tempo, não poder, porque o amigo-da-prima-da-vizinha-do-meu-ex-professor-que-é-amigo-da-tia-de-uma-subordinada-que-eu-acabei-aceitando estão lá, todos lá, todos assim, meio embasbacados e pronto, eu me descabelo porque quero ser eu mesma, mas de um jeito anônimo.

Foi quando lembrei disso aqui, tirei a poeira, troquei as coisas de lugar e aquela agonia, sabe?

Ufa. Passou.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

[Da Internet]

Essa internet é uma coisa muito intrigante.

Desde que criei, há um ano, um perfil na badalada rede social onde não faço outra coisa a não ser eu mesma, as pessoas listadas como "Amigos" - parentes, colegas de trabalho, ex-professores, colegas da época da escola e da faculdade, ou seja, pessoas do meu mundo "real" - de vez em quando se surpreendem com o que escrevo. É óbvio que me espalho em linhas e entrelinhas por lá também. Tomo um certo cuidado para não CHOCAR mas, sim, sou eu mesma, no que escrevo e no que insinuo. Acho que não sabiam o tamanho do meu amor pelas palavras e qualquer coisa que eu publique vira um acontecimento. É um pouco da [P] que vai comigo para onde vou, mesmo que eu queira deixá-la aqui, quietinha, no seu canto.

Em contrapartida, desde que entrei no mundo dos blogs, tive vontade de conhecer muitas pessoas pessoalmente. Com uma dessas pessoas - dono de uma escrita poderosa que eu acompanhava em seus dois blogs - cheguei até a conversar pela internet. Há meses comecei a seguir uma página na badalada rede social e qual não foi minha surpresa ao constatar que o dono da página é o mesmo dono da tal escrita poderosa de tempos atrás. Sua página virou livro. Ele virou alguém de carne e osso. Eu saí da internet. Virei eu mesma e nos encontramos na sua noite de autógrafos.

[Essa internet é uma coisa muito, muito intrigante. Por mais que eu queira me desapegar, vai ter sempre algo me mostrando que, olha, [P], coisas maravilhosas podem até acontecer, a partir daqui...]