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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

[15/10]

Sintomático eu vir aqui no dia de hoje, meu dia, para  contar que, olha, se eu sumir outra vez, do nada, é porque eu posso ter sumido, literalmente. Não terá sido falta de tempo (como, de fato, vem sendo), não terá sido esquecimento (sim, eu até esqueço que ainda tenho um blog). Eu poderei, de fato, não estar existindo mais.

Tá?

"Acidentes acontecem", foi a ameaça que recebi, por escrito. 

Sombrios. Tempos muito sombrios... Eu vou cair rapidinho, sofrer umas torturas pesadas e ~desaparecer~, já estou até vendo.

Já pensou?

Portanto, se você apoia quem defende a tortura e a matança indiscriminada, se você bate palmas pro preconceito, pro machismo, pra misoginia, se você matou suas aulas de História sobre Nazismo e Ditadura Militar, dê meia volta, ok?

Não diga que eu não avisei.

terça-feira, 5 de junho de 2018

[Eu Queria...]

Eu queria ter te contado tanta coisa, mas você não deixou. Quando pensei que o tempo pudesse ter diminuído toda aquela mágoa antiga que deixei cravada na sua alma, quando achei que te faria feliz dando, sem que me pedisse, de surpresa, o que por tanto tempo você quis, você me mostrou que não, nada mudou, tudo continua igual àquela última vez, àquela última discussão, àquela última tarde em que te acenei da janela do ônibus e foi a última.

Eu queria ter tido a oportunidade de contar que lancei meu livro e que você está nele, em linhas, entrelinhas, em páginas cheias de nós dois. Também queria dizer que estava pensando em começar outra faculdade e, adivinha?, eu comecei. Queria falar das voltas que a vida deu, a minha vida, a sua vida, essas vidas que nunca foram uma só. Se você tivesse me dado uma chance, eu teria te contado que abandonei isso aqui, mas criei um lugar novo onde recomecei a escrever. Eu queria ter te dado o endereço pra que você se visse lá também. 

Eu queria não ter estragado tudo mais uma vez, tentando te contar tanta coisa. Estraguei as memórias bonitas das nossas últimas palavras trocadas, estraguei a fantasia de que você ficaria feliz com a minha aproximação. Queria ter dito tanta coisa e o que ganhei foi a certeza de que outros dez anos vão passar e aí, dentro de você, só a mágoa ficará. 

Mas, olha, eu queria...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

[...]






[Não preciso escrever mais nada. É muita bomba, é muito gás, é muita violência, é muita covardia. É isso]

quarta-feira, 8 de maio de 2013

[A Wrong Man]

A pessoa se intitula better man.

Sério.

O homem - homem? moleque define melhor, hein? - em questão foi o pior que já conheci nesta minha vida.

Better man.

[Se eu fosse Eddie Vedder, dava umas porradas na cara desse sujeito, na boa]

domingo, 28 de abril de 2013

[Canadá]

Canadá, Universo?

Canadá?

Podia ser mais distante, hein? Já que era para me afastar...

Tem noção de como passei os quatro dias seguintes à notícia de que, opa, o Canadá virou uma opção? Desde quando eu poderia me mudar, de uma hora para outra, para o Canadá, Universo? Reparou no tamanho da briga? Por acaso prestou atenção no silêncio atordoante que se seguiu? 

E para que, Universo?

Para depois a pessoa escrever um "e se eu disser que não vou mais?" enquanto me olha fixamente, aguardando minha reação? 

[Francamente, Universo. Pega mais leve. E para de palhaçada]

terça-feira, 23 de abril de 2013

[ A Aleatória]

Daí você percebe que uma mulher totalmente aleatória acabou de ser adicionada, vai correndo no perfil da vaca dita cuja, tenta entender por que caralhos um adicionou o outro, se não há nada em comum, nem sequer o hemisfério, avalia o horário na vã tentativa de descobrir quem adicionou quem, corre para o Google Maps para calcular a distância que separa os dois, percebe que um dia esta vabagunda pessoa de pose duvidosa estará mais perto dele do que você mesma, pensa que precisa fazer alguma coisa imediatamente, mas então se dá conta de que o melhor a fazer é xingar a galinha aos quatro ventos para manter o equilíbrio que lhe resta é desligar o computador e ir assistir Bayern x Barcelona, antes que exploda de tanta tensão. Tudo isso para perceber, quando acessar a internet novamente, que a cadela aleatória desapareceu da lista de amigos assim, do mesmo jeito que entrou, como se você tivesse rogado uma praga num passe de mágica.

[Se a badalada rede social tem outra função além de me enlouquecer, eu desconheço...]

terça-feira, 9 de abril de 2013

[O Berço]

Ontem eu pensei em desistir. Das outras vezes, pensava numa desistência que nunca era, de fato, real. Eram apenas reclamações de uma pessoa cansada. Da correria. Da gritaria. Da má vontade. Dos excessos. Excesso de cansaço, correria, gritaria e má vontade. Ontem, porém, pensei verdadeiramente em desistir, pela primeira vez em todos esses anos.

Não pensei em desistir porque um adolescente maior do que eu se recusava a dizer a verdade. Não pensei em desistir porque havia ficado claro, diante de toda a situação que criou, que ele não gosta de mim. Não pensei em desistir porque ele fez com que uma mãe toda trabalhada no destempero, na falta de educação e no excesso de gritos, de ofensas e de atitudes preconceituosas aparecesse para, supostamente, conversar comigo. Não pensei em desistir porque vi que ela não sabia o que significa conversar.

Pensei em desistir por causa do berço. Porque o adolescente que não honrou com a palavra dada anteriormente e que criou uma situação constrangedora para todos os presentes é, sobretudo, uma vítima do seu berço. O que ele recebeu, o que ele recebe, o que ele repassa, quem ele aprendeu a ser e como ele é, tudo veio do berço. Pensei em desistir ao me dar conta de que há mais berços problemáticos por aí do que minha capacidade de raciocínio é capaz de supor. Pensei em desistir porque, pela primeira vez, me senti discriminada, quase a ponto de me desculpar por ser branca e ter cabelo liso. Quase a ponto de sugerir que, sim, precisávamos todos ir até a delegacia mais próxima mesmo, porque quem não aguentava mais aquilo tudo era eu.

E eu chorei. Não na hora do embate - afinal, anos de sessões me ensinaram a manter o equilíbrio diante da inimiga -, mas antes e depois. Chorei muito, chorei tanto, chorei convulsivamente como jamais havia acontecido, em todos esses anos. Enquanto chorava, pensava "eu desisto".

Sabe por que não desisti? Porque havia se formado um paredão humano de colegas, uns trazendo água com açúcar, outros falando coisas para que me acalmasse e, por fim, outros estando comigo, temendo que eu pudesse ser agredida pela personificação do absurdo em forma de mulher. E, se não vou desistir, é porque me senti acolhida, me senti querida e senti que a justiça estava sendo feita. Não posso desistir enquanto houver seres humanos dispostos a comprar a minha briga - que, no fim das contas, é uma briga de todos nós.

[Uma briga contra os berços mal acabados e repletos de conceitos deturpados que, infelizmente, um adolescente ainda não tem forças para jogar fora, pela janela da sua prisão...]

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

[Dilema]

Até minha vizinha de dez anos de idade agora está "em um relacionamento sério" e eu fico aqui, avaliando se devo ou não devo, se quero ou não quero, se falou ou não falo, se sigo ou estaciono.

domingo, 27 de janeiro de 2013

[Social]

Criei uma antipatia tão grande por aqueles que precisam trabalhar vestidos socialmente, que você pode ser o homem mais inteligente, charmoso, sexy, cheiroso e com o sotaque mais lindo que existe e, mesmo assim, só o que vou conseguir enxergar é um vulto de costas, caminhando com as mãos nos bolsos e me deixando na calçada, mesmo sabendo que começarei a chorar tão logo atravesse a rua, fora da faixa de pedestres.

Resumidamente, é isso que um homem vestido socialmente - porque precisa ser assim, no seu trabalho - causa na minha pessoa.

[Mais alguns anos de sessões num copo com gelo, por favor]

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

[Página Dois]

Jogar limpo até a página dois - aquela onde se pode perceber, nas entrelinhas, sua real intenção escondida no discurso arrumadinho de bom rapaz, porém, confuso - não é o que eu chamaria exatamente de atitude de homem que honra o pau que carrega no meio das pernas, gato.

"Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais"

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

[Replay]

Quantas vezes ainda vou me referir a alguém como "a grande decepção da minha vida?"

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

[Tenho Problemas]

- Oi, meu nome é [P].

- Ooooooooooooooooi, [P].

- Então, acontece assim: eles reparam. Cara, como eles reparam. Elas também, lógico. Elas reparam na cor da sombra ou nas camadas de rímel que estou usando; reparam no comprimento da minha saia e na combinação vestido-cor da minha pele. Um reparar vazio, no fundo. Sim, porque, vejamos: se estivessem reparando m.e.s.m.o, do fundo dos seus respectivos úteros, aprenderiam alguma coisa e não andariam de um jeito tão vulgar, não é verdade?

- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim, [P].

- Agora, eles, gente. O que são eles? Da última vez que escutei um comentário deles sobre uma colega de trabalho, fiquei perplexa. Eles diziam algo sobre a roupa da moça e o que a dita cuja estava parecendo na ocasião. O choque veio quando, ao abrir uma porta e dar de cara com a pessoa, constatei que sim, eles estavam completamente certos nas suas observações. Isto me qualifica como um ser humano cruel?

- Em potenciaaaaaaaaal, [P].

- Fiquei pensando que eles não só reparam como tecem considerações pertinentes sobre aquelas com as quais deveriam manter uma relação educacional - e só. Entretanto, eles ficam lá, observando e me deixando perplexa, cada vez que escuto algo e me dou conta, depois, que tinham razão. O problema é que, puxa vida, eles também reparam em mim. É uma merda, porque uma coisa é você achar que reparam, outra coisa é eles decidirem, sei lá por qual razão, que podem compartilhar comigo o que acham a meu respeito. Estou me fazendo entender? Não ou é claro que não?

- É claro que nãããããããããão, [P].

- Outro dia eles disseram que eu estava linda e, diante do meu sorriso de desdém - bem, eles entenderam como desdém, porque completaram com um e antipática - que, na verdade, era um sorriso de incredulidade, perguntaram o porquê de eu ser assim. Nem quis saber o que significava o assim, já me bastava não acreditar no que diziam sobre mim. Agora, eis minha dúvida: se, invariavelmente, o que tenho é a confirmação das opiniões que eles me dizem sobre as outras colegas, por que caralhos não consigo acreditar quando as opiniões se referem a mim? Tenho problemas?

- Váááááááááááááááários, [P].

- E alguém pode me ajudar? Alguém?

- Só Freeeeeeeeeeeeeud, [P].

- Mais um dia. Obrigada.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

[Vão Central]

Há um trecho da ponte conhecido como "Vão Central". 

Deve ser uma experiência e tanto gritar sua indignação, fazer seu mimimi, alardear seu arrependimento pelas coisas vividas ou suas críticas ao que fiz, faço e deixei de fazer, aos quatro ventos que balançam as estruturas de concreto. Sim, deve ser uma experiência e tanto.

[Muito melhor do que meus ouvidos, o Vão Central, com certeza, é. Isso posso garantir]

segunda-feira, 16 de julho de 2012

[Babaca]

Ei, homem, vem cá. Quero falar com você.

Não com você, Homem maiúsculo, Homem de verdade, Homem que sabe fazer com que uma mulher se sinta única, Homem com pegada e, ao mesmo tempo, Homem que sabe tratar uma mulher com doçura, ainda que envolto no sal dos corpos suados. Não é com você que quero falar, Homem discreto e, por isso mesmo, instigante. Homem que sabe dizer tanto com poucas palavras, Homem que não precisa de uma verborragia escandalosa para fazer uma mulher tremer, Homem que, tenho certeza, deve ser o primeiro e o último pensamento de muitas sonhadoras por aí, também não quero falar com você.

É com você, Homem-Babaca, que quero conversar.

Especificamente com você, Homem-Babaca detentor de uma pobreza de imaginação ímpar - sim, porque só isso justifica a intrigante repetição de atitudes que você tem aqui, ali, lá e acolá. Se não consegue variar sua tática para aproximar-se de mulheres absurdamente opostas, você é um Homem-Babaca, lamento informar. Não quero acreditar que seja preguiçoso porque, sabe, Homem-Babaca, eu tenho preguiça de vez em quando e é bem diferente disso que você faz. Isso aí, de atirar para todos os lados com o mesmo punhado de munição em forma de versos soltos e rimas que nem sempre são rimas mas que rimam perfeitamente com sua intenção milimetricamente calculada em decassílabos que, quem sabe, fisgarão a Babaca da vez. Conheci três iguais a você, Homem-Babaca. Há uma proliferação de Homens-Babacas nesse mundo virtual, sabia? Vocês não são especiais. Eles não eram. Você também não é. Não se iluda, Homem-Babaca. Talvez você devesse juntar suas palavras, suas canções e suas bulas de remédios para dias ruins num livro dedicado às babacas de plantão. Ganhar dinheiro com sua babaquice, Homem-Babaca, sabe como?

[Porque uma Mulher, uma maiúscula, de verdade, que não suspire a cada linha já tantas vezes repetida... uma assim você não faz a menor ideia de como ganhar]

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

[Amigo Oculto]

Tenho a ligeira impressão de que sou a dona do nome que todo mundo quer ler no papel que escolhe na hora do amigo oculto de final de ano, lá no trabalho. Acho que, automaticamente, quando a pessoa lê "[P]" no papel, toda a sua alma vibra porque, ora bolas, um "[P]" só pode significar uma coisa neste mundo: lingerie. Não causo transtornos. Não provoco grandes divagações. Não dou trabalho. Não sou difícil. Quem diz isso só pode ser alguém desequilibrado, portanto. 
 
Entretanto, sem querer ser estraga prazer, até porque, com tanta lingerie, o que mais posso proporcionar é prazer, gostaria de salientar que, além de aumentar minha coleção de peças íntimas, eu também usaria, feliz da vida: maquiagem, perfume, livro, anel de brilhante, bolsa, chocolate, algemas, passagem aérea, chantilly e, quem sabe, em último caso, lingerie - mas só em último caso, se é que me entendem...

sábado, 19 de novembro de 2011

[Das Feridas]

Numa certa ocasião eu citei uma frase e me pediram para que a repetisse, pois queriam anotar para a vida. A frase é: "não há nada tão ruim que não possa ficar pior." Desde então, quando reclamam de alguma coisa, imediatamente pergunto do que estão reclamando, explicando que sim, eu ainda posso piorar. E muito. Todos me entendem. Não pioro mais nada. E vida que se segue.

Uma vez, me feriram.

ferir v.t.d. 1. Fazer ferida(s) em. 2. Cortar, fender. 3. Tocar, tanger. 4. Ofender. 5. Causar impressão em (olhos, orelhas). 6. Prejudicar ou contrariar (interesses, princípios, etc.). 7. Atritar: ferir a  pedra. 8. Produzir ferimento(s) em si mesmo. 9. Melindrar-se.

Na vez seguinte, me dilaceraram.

dilacerar v.t.d. 1. Rasgar em pedaços. 2. Afligir muito, torturar. 3. Ferir-se; espedaçar-se. di.la.ce.ra.ção sf.; di.la.ce.ran.te adj2g.

Há uma frase que, faz um tempo, anotei para a vida. A frase é: "não há nada tão ruim que não possa ficar pior." Desde então, não costumo reclamar demais - estou me referindo a determinados tipos de situações, é óbvio - porque sei que sim, podem piorar. E muito. Ninguém, porém, me entende. Vão piorando a porra toda. E vida que se segue.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

[Proteção]

Discutir com Genitor é sempre uma experiência orgasmática. Começamos num tom aparentemente civilizado, a coisa evolui, remontamos a assuntos nada a ver com a pauta em questão, aumentamos um pouquinho mais o tom de nossas vozes e, então, chegamos ao clímax. Orgasmático.

Brigamos hoje porque, veja você, Genitor ainda acha que tenho cinco anos e, por isso, precisa me proteger. 

Fica difícil viver desse jeito, galera. Sou menina para uns, sou madura para outros, tenho cinco anos para Genitor, me dão um cargo de coordenação no trabalho, sou tão mulher para uns, sou uma ciumenta descontrolada para outros, posso receitar medicamentos para crianças com crise alérgica, mas não posso falar em público - a não ser que não se incomodem com minhas alfinetadas -, sou aquela para casar, mas também sou a que não respeita o outro numa discussão e, assim, eu poderia ficar aqui ad infinitum, aumentando uma lista de contradições a meu respeito, baseada nas observações alheias. 

[Lindo isso, hein, galera? Acho lindo]

Não sei em que momento da minha própria vida poderei sinalizar que, oi? eu, aqui - levantando o dedo para poder falar, claro -, gostaria de explicar que, embora tentativas sejam válidas, não vem dando muito certo isso de optarem por me proteger porque, para espanto geral de todos que se consideram onipotentes e onipresentes, uma tal de Vida vem me dando algumas rasteiras que divindade nenhuma tem conseguido controlar

Tentei argumentar tudo isso com Genitor e, quando pronunciei vocês não têm o direito de me esconderem as coisas, quem vocês pensam que são?, ele simplesmente me deu as costas e disse que ia embora. Acho válido. Acho digno. Acho super maduro. 

Menos de cinco minutos depois, Genitor volta, me chama e, quando digo eu sabia que ia voltar, o que escuto é  um lógico, vim almoçar com minha filha.

[Aí eu gozo, né? Na minha insanidade carente de proteção, só me resta gozar, Vida]

quinta-feira, 28 de julho de 2011

[Gente]

Mal chegamos na areia e quiseram saber onde eu gostaria de ficar. Depois de olhar tanto quanto minha visão podia alcançar, apontei longe, muito longe e disse "lá está bom, está vazio, não tem gente, eu não gosto de gente, então é lá que quero ficar."

Antes de me locomover para o tal "lá" que, na verdade, ficava na outra extremidade da praia, porém, senti algo no meu ombro direito. Qual não foi minha surpresa ao me virar e me deparar com uma espécie peculiar de gente que, aparentemente lúcida, se achou no direito de me dirigir a palavra. 

Dentre outras coisas típicas de gente, quis saber o porquê de eu ter dito que não gosto de gente, se é porque me considero melhor do que os simples mortais, se acho que sou mais bonita do que ela, se por acaso sou podre de rica e se, se, se e mais alguns "se". 

Ai, que fadiga.

Gente cansa. Gente irrita. Gente magoa. Gente menospreza a capacidade de discernimento dos seres humanos. Gente omite. Gente fere. Gente se levanta da cadeira de praia para interagir com uma estranha, querendo explicações que nem mesmo a estranha tem porque, né?, se fosse realmente esperta, a estranha aqui não se permitira mais qualquer aproximação com nenhum tipo de gente.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

[Respostas]

Uma vez, quando eu estava me despedindo e disse tchau, pessoal, até semana que vem, uma criatura que considero i.n.s.u.p.o.r.t.á.v.e.l respondeu com um tchau, até nunca mais.

Isso já bastaria para que eu a considerasse intragável porque, né?, sou, incontestavelmente, a pessoa mais fofa daquele lugar. Não é só isso, veja bem. A criatura não é querida por ninguém, posso alegar em minha defesa.

Enfim, estou me perdendo.

O fato é que, imediatamente àquela resposta igualmente intragável, eu soltei um puxa, quem me dera, querida... quem me dera ter a certeza de que nunca mais ia ter que olhar para você.

Em outra oportunidade de mostrar o quanto era estimada pelos colegas, a mesma criatura, após irritar a todos, reclamou que um menino havia lhe chamado de Pokemon. Imediatamente expliquei ao menino que, se ele estivesse mesmo certo, tínhamos que levar em conta que, segundo a lenda, todo Pokemon evolui e que, portanto, deveríamos torcer para que t.o.d.o.s os seus exemplares continuassem assim, no caminho da evolução.

[Estas são as minhas credenciais de pessoa fofa, caso alguém ainda tenha alguma dúvida sobre o tanto de fofuras que esbanjo nesta minha existência]

Ontem, uma outra criatura que, ao que tudo indica, quer competir com a tal criatura-Pokemon, me perguntou se não tenho medo de ter a profissão que tenho. Quando contei para os coleguinhas, nos bastidores, eles queriam confirmar se eu tinha dado a resposta esperada, ou seja, se eu tinha perguntado ao indivíduo se ELE é que não tinha medo de ser meu subordinado. Para decepção geral de todos, respondi que fiquei meio perplexa com a pergunta e que, embora aquela frase tivesse chegado até o céu da minha boca, eu a engoli de volta.

Não estamos te reconhecendo, uns disseram.

Esta não é você, uma amiga falou.

Você tem que dar o exemplo, nunca se esqueça, me lembraram.

O que está acontecendo com você?, quiseram saber.

[Eu não sei, gente. Não sei o que está acontecendo. Parece que a Vida está brincando com as respostas prontas que trago na ponta da língua e resolveu que é hora de mudar todas as perguntas]

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

[Minhas Aspas]

Desde pequena me ensinaram que é dando que se recebe. Pois bem, talvez eu não esteja dando o que realmente posso dar. Por mais que já tenha dado nesta minha vida, acho que, ainda assim, posso sair dando mais por aí.

Já dei ombros, ouvidos. Já dei de ombros, já me fingi de surda.
Já dei o melhor de mim. Já me fingi de inútil.
Já dei atenção. Já ignorei por completo.
Enfim, já dei. E já deixei de dar também.

Agora eu queria dar. Assim, do verbo dar escancaradamente, sem reservas, sem pudores. E mais, quero dar a duas pessoas do sexo feminino, tá?

Deixa eu apresentar a vocês a Maria Milesi e a Gab.

Maria Milesi é uma criatura habitante da Cidade-Maravilha-Purgatório-da-Beleza-e-do-Caos que, aparentemente, não usufrui de um par de pernas bacanas e, por isso mesmo, achou que seria legal roubar MINHA foto para ilustrar um texto do seu blog. Ops, esqueci de dizer... minha foto para ilustrar um texto MEU.

[Qual o nome disso mesmo, minha gente?]

Tão logo descobri a travessura de Maria, deixei um comentário no meu próprio texto, vejam que coisa redundante! Como é de se esperar em casos assim, o comentário não foi aprovado e, logo em seguida, meu texto - e minhas pernas! - foram deletados. Sim, sem mais nem menos. Sim, ela preferiu deletar ao invés de dar meus devidos créditos. Sim, é isso aí mesmo que vocês estão pensando.

Maria Milesi, estas pernas aqui, ó...


... são minhas, ok? Esta daí da foto sou eu. Gostou? Ah, sim! Maria Milesi, este post aqui, ó...

http://sigaaondevaomeuspes.blogspot.com/2011/01/janeiro.html

... também é meu, tá? Não adiantou ter deletado o dia 24 de janeiro de 2011 do seu blog. Existe uma coisa chamada "cache", procure saber do que se trata. Com vocês, Maria Milesi:


Já a Gab é uma criatura que habita não sei qual planeta mas que, aparentemente, achou que seria super normal copiar um texto de outra pessoa e, mexendo um pouco aqui e um pouco acolá, publicar como se fosse totalmente seu, sem os devidos créditos que lhe inspiraram as ideias. Gab não nos deixa maiores informações a seu respeito e também se protege contra qualquer manifestação das donas dos textos que utiliza, não permitindo comentários no seu - seu mesmo, Gab? - blog.

Gab, este texto aqui, ó...

http://sigaaondevaomeuspes.blogspot.com/2011/01/janeiro.html

... que você tentou transformar nisso daqui, ó...

http://vermelhosnob.blogspot.com/2011/01/em-janeiro-eu-vivo-com-uma-intensidade.html

... também é MEU, você sabe. É uma surpresa para mim que o mesmo texto tenha sido plagiado duas vezes em tão curto espaço de tempo - será que andam vivendo janeiro como eu e desconheço este fato? Deixa eu apresentar a Gab também, com quem "palavras ásperas" não combinam. Já as palavras alheias parecem combinar que é uma maravilha:

http://vermelhosnob.blogspot.com/

Desde pequena me ensinaram que é dando que se recebe. Hoje eu dei. Ai, gente, dei lindamente. Dei os minutos de fama a duas pessoas que - alguém me corrija se eu estiver enganada, por favor - dificilmente conseguiriam sozinhas, por conta própria.

[Foi bom para você, Maria Milesi? E para você, Gab?]