de xxxxxxxxxxxxpara segundaintencao@gmail.comdata 13 de julho de 2009 20:45assunto seus textosenviado por gmail.comP, tava tentando saber como começar o mail pra vc, prq o q kero dizer é muito simples. eu axo q as coisas q vc escreve nos seus textos é pura invensão, tudo coisas da sua kbeça, ñ é posivel q acontesa de verdade.
leio seu blog à tempo e me amarro no seu jeito de escrever, mais axo que ñ pasa de fiquição. seder, responde meu mail, só pra ver se vc é real msm.
abrs.***
O que é isso, não, pessoas? Será que é agora que devo me sentir famosa, hein, Roteiristas da Televisa? Já estou começando a receber e-mail que me leva a crer na existência de um público cativo, e não só isso - esta parte não é engraçada, preciso confessar -, mas aparentemente minhas maluquices encontram eco entre criaturas que escrevem, dentre outras coisas, invensão.
Cara pessoa que não me permitiu qualquer tipo de identificação no seu singelo e-mail, fiquei tentada a responder-lhe, indicando uma colega de trabalho que poderia dar um jeito nessa língua estranha que supostamente você acha que seja o Português. Sabe como é esta minha mania de boa samaritana, de querer ajudar ao próximo e blábláblá, não sabe? Claro que sabe, se você me lê há tanto tempo, sabe dessas e outras coisas. Porém, talvez você tenha razão. Sou qualquer coisa que às vezes acorda com o cabelo revoltado, que inventa subordinados e respostas que nunca existiram de fato e que não deve ter mais nada para fazer na vida além de passar o tempo imaginando histórias que só acontecem na própria cabeça.
Adiantaria se eu escrevesse que a tal mocinha do post anterior, num exame crítico de consciência, exclamou um credo, isso de matar a professora foi meio pesado, né? quando recebeu a avaliação e viu que eu havia dado certo naquela questão? Sabe como sou, não sabe, criatura? Assino embaixo quando pegam pesado comigo. Concordo quando dizem que a culpa é sempre minha. Agradeço por me mostrarem meus sucessivos erros. Sorrio quando a dor está me torturando, sempre pensando no próximo. Por isso, mesmo sabendo que corro o risco de ser alvo dos hormônios adolescentes, dei certo. Era a opinião dela, fazer o que? Não acredita nisso também? Então te dedico mais este delírio da minha fértil imaginação, ok? Eu não sou real, não, pessoas. Ponto para quem escreve fiquição.
Estou pensando em algo do tipo "Por que eu deveria conhecer a [P] e passar algumas horas com ela?", que tal? A resposta mais criativa, seja sob efeito alcoólico ou não, poderia receber um e-mail autografado, olha para isso!
[Todos poderiam participar. Todos menos você, ser humano do e-mail confuso. É que, sabe, não quero sequer cogitar a possibilidade de lhe causar algum incômodo, caso me visse chegando próximo a você, numa comprovação explícita de que até eu, ora, até alguém como eu pode realmente existir. Nada pessoal, tá?]